A história por traz das Termas do castelo mais charmoso do Brasil

agosto 7, 2017

Não temos dúvidas de que o Tauá Grande Hotel e Termas de Araxá é o castelo mais charmoso do Brasil. Mas a beleza vai muito além, pois por dentro há detalhes com histórias ainda mais encantadoras!

Começando pelo corredor que nos leva às Termas, pois encontramos um verdadeiro templo, cujo culto é devotado ao silêncio, ao relaxamento, à saúde, à beleza e à tranquilidade. É possível notar um ambiente que integra as edificações. A dica é atravessar lentamente o corredor que é tomado por diversos quadros de paisagens e pontos turísticos do estado, com iluminação natural, vinda de pequenas aberturas quadradas no teto levemente côncavo. A combinação harmoniosa faz referência explícita à arquitetura das antigas termas romanas, como as de Caracala.

@carlosalecantor

 

Á imponente entrada principal, independente do Hotel e aberta ao grande pátio frontal, logo após as escadarias, segue-se a visão surpreendente do “foyer” e sua redonda de 17 metros de altura, finalizada num domo translúcido e iluminada por magníficos vitrais multi cores, outra típica solução da arquitetura romana e mais uma das referências clássicas presentes no projeto de Luiz Signorelli.

Os vitrais da cúpula são o resultado de um trabalho extremamente detalhista do artista belga Frank Urban, contando toda a história da Estância de Araxá. O primeiro representa o vulcanismo, já que o Barreiro repousa sobre um vulcão extinto há 90 milhões de anos. O segundo vitral registra a pré-história e os animais que habitavam a região milhares de anos atrás, dos quais diversos fósseis foram encontrados durante as obras do complexo. O terceiro estampa a cena religiosa dos índios Araxás. Já o quarto, a ocupação pelos brancos. O quinto, a descoberta das águas. O sexto, os primeiros banhistas. O sétimo, fazendeiros trazendo animais para beber a água salina. O último vitral mostra as primitivas casas de banho do início do século passado.

No segundo piso da imponente entrada principal do pátio frontal, segundo a interpretação de Waldir Costa, Rocha Ferreira desfia os banhos dos povos do mundo: o banho de cascata dos tempos bíblicos; os banhos quentes egípcios; as de água corrente, dos assírios; o banho nos Ganges. dos hindus; os banhos públicos gregos e romanos.

O piso da entrada principal, é feito de mármore com pedras pretas e brancas e tem ao centro uma imensa mandala de oito pontas. É preciso fazer algum esforço para imaginar as razões que levaram um arquiteto de inspiração clássica a adotar um símbolo indiano da relação entre o homem e o cosmo.

A partir de então, surge uma pergunta: qual seria o motivo da utilização do número oito nas representações desse formidável e encantador espaço circular? São oito vitrais, oito afrescos, oito pontas da mandala, oito colunas… Parece óbvia a referência aos ensinamentos de Buda, com oito etapas que conduzem o praticante daquela filosofia à iluminação espiritual, evocadas pela roda de oito raios, o dharmachakra: a compreensão, a aspiração, a fala, a conduta, a subsistência, o esforço, a atenção e a contemplação. Incrível, né?

E não para por aí: para aguçar o clima esotérico, uma corrente de cobre desce da mandala a 30 metros abaixo da superfície e estabelece contato entre quem se senta ao centro da figura geométrica e as forças naturais, reenergizando corpo e mente.

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